Voltar à página inicial Câmara Municipal da Calheta

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Freguesia do Estreito da Calheta

 

 
Área: 13,4 km² 
População: 1605 habitantes (Censos de 2011)
Densidade populacional: 112,2 hab/km²
Distância à sede do Concelho: 4,3 km

 

História

 

Nasceu no séc. XIV.

A primitiva povoação teve a sua origem numa fazenda concedida ao fidalgo, natural da Polónia, André Gonçalves de Franças. Foi seu filho, João de França, que fez construir a capela de Nossa Senhora da Graça, em que depois se criou e instalou a nova paróquia, sendo também a sede do morgadio que fundou em 1503. Um outro sesmeiro, juiz dos órfãos e escudeiro fidalgo, Francisco Homem de Gouveia, aqui se fixou no séc. XVI e fundou o morgadio e capela do Reis Magos.

A denominação de Estreito (desfiladeiro, vale ou profundidade), possivelmente teve origem num pequeno sítio, com maior ou menor propriedade de aplicação do termo, embora no seu conjunto, as condições orográficas não justifiquem tal denominação.

Zona de enorme beleza natural “As casinhas lá em cima, bem na crista da montanha, os campos a seus pés, rendidos ao trabalho persistente do homem… o cheiro a terra fresca, a horta e a fartura… É este o Estreito da Calheta, autêntico, verdadeiro, solarengo. À espera de um visitante sensível que saiba apreciar.

 

Património Histórico Edificado

 
Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça*

 

Foi João de França, filho de André Gonçalves de França, que fez construir a capela N. S. da Graça, em que depois se criou e instalou a nova paróquia, sendo também a sede do morgado que fundou em 1503. João de França morreu por volta de 1511, tendo sido sepultado na capela.

A capela de N. S. da Graça, depois convertida em igreja paroquial foi sucessivamente acrescentada ou melhor reconstruída em ano que não podemos precisar. É certo que o templo atual foi edificado no ano de 1791 e benzido em 1793.

Esta Igreja teve, novamente, obras entre 1968 e 1971, tendo sido alterado o seu frontispício e a torre.

*Imóvel classificado de valor concelhio. Decreto n.º 129/77 de 29 de Setembro.

 


 

 Capela Nossa Senhora da Conceição*

Situada no Sítio da Igreja, esta capela foi fundada por André de França Andrade, no ano de 1673, em terras de seu morgadio, tendo sido o primeiro conde da Calçada (1812 – 1906) último representante daquela casa vinculada.

”(…) a vasta propriedade foi vendida às parcelas pelo seu último possuidor, tendo sido também alienadas a capela e a casa solarenga que ficam anexas.”

*Imóvel classificado de valor concelhio. Decreto n.º 129/77 de 29 de Setembro.

 

 

Infraestruturas

 

 

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Curiosidades

 

Eis alguns factos interessantes que fazem parte do imaginário deste nosso Concelho rico e diversificado:

1502 (1 de Julho) – nasceu o Concelho da Calheta, segundo Carta Régia D. Manuel I, o Venturoso.

João de França fez construir a Capela Nossa Senhora da Graça, em que depois se criou e instalou a nova paróquia, sendo também a sede do morgadio que fundou em 1503 e que é uma das mais antigas instituições vinculares da Madeira.

1535 - Data da instituição da Misericórdia.

1576 - A Vila da Calheta foi escolhida para sede do novo condado, pela sua importância e nobres tradições. 

A atual freguesia dos Prazeres fez parte da paróquia do Estreito da Calheta e desta desmembrou-se em 1733, criando-se ali um curato autónomo, por alvará régio de 12 de Novembro do mesmo ano.

1751 - Foi lançada a 1ª pedra da atual Igreja dos Prazeres.

1835 - Foi criado o atual Concelho da Calheta

1896 - Tristão Vaz Teixeira Bettencourt da Câmara, foi agraciado com o título de Barão do Jardim do Mar. Foi proprietário e Diretor do Diário de Notícias no Funchal.

1901 - O Rei D. Carlos I e a rainha D. Amélia deslocaram-se à Calheta e ao Rabaçal, na sua vinda à Madeira.

1906 - Trovas colhidas no Natal – no Jardim do Mar:

Aqui vem um pastor
“Resignando” o seu amor
Por ouvir dizer: nasceu
Esta Noite o Salvador
Aí meu Menino Jesus
Amor do meu coração
Vos ofert’esta galinha
Já que não tenho capão.

1922 (5 de Junho) – Foi inaugurado o Farol na Ponta da Vigia, Ponta do Pargo.

1944 ( Julho) – Foi inaugurado o Bairro Piscatório do Paúl do Mar (bloco de casas especialmente destinados aos indivíduos empregados na pesca).

Na Freguesia da Ponta do Pargo, D. Maria Amélia de Sousa, ministrou a instrução primária a muitos indivíduos de ambos os sexos, com muita proficiência e a maior dedicação, num período aproximado de 70 anos.

A paróquia da Ponta do Pargo pertenceu ao Concelho do Porto Moniz desde que este foi instalado, em 1835, até o ano de 1849, em que foi suprimido, passando então a fazer parte do Concelho da Calheta. Restaurado o Concelho do Porto Moniz em 1855, nele foi de novo incorporada a freguesia da Ponta do Pargo. A lei de 26 de Junho de 1871 desanexou-a do Concelho do Porto Moniz e reintegrou-a no Concelho da Calheta, a que hoje pertence.

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