Voltar à página inicial Câmara Municipal da Calheta

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Freguesia do Paul do Mar

 

 
Área: 1,4 km²
População: 871 habitantes (Censos de 2011)
Densidade populacional: 520,6 hab/km²
Distância à sede do Concelho: 8,5 km
 
 

História

 

A designação adveio-lhe da orografia do lugar. Segundo o deão Gonçalves Andrade, a localidade “forma como um vale debaixo de altas rochas, junto ao mar, donde lhe vem o nome.”
Um dos mais antigos povoadores, o sesmeiro João Anes do Couto aqui possuiu terras de sesmaria. Fundou a Capela de Santo Amaro, antiga sede paroquial.
O mar ofereceu a esta freguesia um rico manancial. A abundância em peixe, sobretudo o migratório, fez aparecer nesta freguesia, em 1912, a indústria da conserva de atum para exportação. Ainda hoje testemunha o facto a chaminé da antiga fábrica.

 

Património Histórico Edificado

 

Igreja Paroquial de Santo Amaro

Com o aumentar da população, uma modesta capelinha de Santo Amaro que ali existia foi a sede da paróquia em 1676, independente da do Estreito da Calheta, a que estava sujeita. Santo Amaro era vínculo e morgado dos Coutos.

João Anes de Couto fez assento no Paul, onde lhe foram doadas terras em sesmaria. Seu filho Francisco do Couto Cardoso teve o foro de moço-fidalgo e fez testamento a 8 de Maio de 1941, sendo sepultado na Igreja local (Existiam duas lápides aos lados do altar com inscrições referentes a esta família).

 

Vestígios da indústria de conservas

 

 

Infraestruturas

Artesanato


Azulejos pintados à mão

 

 

 

Gaiolas de canas vieiras

Figuras em palha de bananeira

  

 
 
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Freguesia dos Prazeres

 

 
Área: 13 km2
População: 704 habitantes (Censos de 2011)
Densidade populacional: 51,7 hab/km2
Distância à sede do Concelho: 7,6 km

 

História

 

Primitivamente ligada à freguesia do Estreito da Calheta, a freguesia dos Prazeres tornou-se independente juntamente com alguns casais da Fajã da Ovelha a 28 de Dezembro de 1676.
A sua designação provém de uma pequena ermida dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, ali edificada muito anteriormente à criação da paróquia.
Porque a beleza tem o condão benéfico de enaltecer os sentidos, o prazer da paisagem é aqui uma fácil conquista! A freguesia é, em si, um amplo miradouro de onde se avistam locais aparentemente distantes, em perfeita simbiose com o oceano, ponto de encontro único entre a terra e o mar.

 

Património Histórico Edificado

 

Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Neves

 

 

 Em 1676, um alvará de D. Pedro II facultou ao bispo D. Fr. António Teles a desmembração de ermida de Nossa Senhora das Neves, dependente que era do Estreito da Calheta, para com alguns casais apartados da Fajã da Ovelha, ser formada uma nova freguesia.

As obras para a igreja postas em licitação pelo Conselho de Fazenda, em 1689, foram arrematadas por Manuel dos Santos, sendo então vigário de Nossa Senhora dos Prazeres, o Padre Manuel Dias Pinheiro.

Mandou o Conselho da Fazenda, em 20 de Novembro de 1745, construir uma nova igreja, em local distante da primeira. Uma provisão de Junho de 1784 concede três arrobas de cera e três cântaros de azeite à confraria do Santíssimo de Nossa Senhora dos Prazeres.

No tempo do domínio miguelista foi esta igreja roubada e profanado o sacrário, o que causou uma geral indignação, sendo mandados celebrar desagravos em todas as igrejas. O Bispo publicou ainda uma pastoral alusiva a este sacrilégio.

 

Infraestruturas

 

 

 

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Freguesia da Fajã da Ovelha

 

 
Área: 24 km²
População: 899 habitantes (Censos de 2011)
Densidade populacional: 40,4 hab/km²
Distância à sede do Concelho: 13,3 km  
 

História

 

A denominação derivará, talvez, do assentamento de terras anteriormente desmoronadas e que funestamente colheram uma ovelha. A ocorrência que permaneceu na memória das populações, ligou-se ao local, e dali se alastrou a toda a freguesia.
Esta Freguesia foi criada em meados do século XVI e instalada a sua sede na Capela de São Lourenço, com características manuelinas. Um dos primeiros colonizadores (séc. XV) foi Gonçalo Ferreira de Carvalho que ali possuiu terras.
Esta Freguesia não deixa de merecer o interesse do forasteiro curioso, na ânsia satisfeita de reviver o tipicismo e as marcas do passado, aqui mantido pela quietude do presente.

 

Património Histórico Edificado

 

Igreja Paroquial de São João Batista*

 A capelania e a paróquia tiveram a sua sede na capela de S. Lourenço e ali permaneceram até o segundo quartel do século XVIII. O alvará da infanta D. Catarina, regente do reino, de 27 de Junho de 1705, autorizou a construção de um novo templo e a sua mudança para um local que fosse mais apropriado para esse fim e em harmonia com os desejos manifestados pelo povo.

Apesar disso, a edificação da nova igreja só se realizou alguns anos mais tarde, sendo escolhido o Sítio da Fajã da Ovelha como o local propício para essa construção. Não é possível determinar com exactidão a data da conclusão das obras e quando se procedeu à bênção da nova igreja.

*Imóvel classificado de valor concelhio. Decreto n.º 129/77 de 29 de Setembro.


Capela de São Lourenço*

Com esta inovação e no Sítio com o mesmo nome, edificou-se a capela nos fins do século XV ou princípios do século seguinte, e nela se estabeleceu a sede da paróquia quando esta foi criada pelos anos de 1570, e ali permaneceu até meados do séc. XVIII, ao construir-se a nova igreja paroquial de São João Batista. A capela atual de São Lourenço, é uma reconstrução da antiga ermida.

*Imóvel classificado de valor concelhio. Decreto n.º 129/77 de 29 de Setembro.

 

Infraestruturas

 

 

Artesanato

Moinho artesanal de moagem de trigo – Sítio da Raposeira

 

 
 
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