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Calheta atribui a escola nome de Manuel Leça

O Presidente da Câmara Municipal da Calheta vai propor esta quinta-feira em reunião de Câmara que a escola de Ladeira e Lamaceiros, no Arco da Calheta, passe a denominar-se EB1/PE/C Dr. Manuel da Silva Leça.

A ideia, que já vinha a ser pensada há algum tempo, ganha forma agora por ocasião do 90º aniversário desta figura que é tão reconhecida no concelho.

Nascido 30 de março de 1932 na freguesia do Arco da Calheta - onde ainda hoje reside -, Manuel da Silva Leça dedicou grande parte da sua vida à Educação. Foi professor e diretor da Escola Preparatória Simão Gonçalves da Câmara, onde se localiza agora o Edifício Paços do Concelho, tendo também exercido os respetivos cargos na Escola Básica e Secundária da Calheta, construída entretanto no sítio da Vargem.

Decorrida praticamente uma década a ensinar e a transmitir conhecimento, Manuel Leça é desafiado a entrar na política. Em 1980 é eleito deputado pelo círculo da Calheta para a Assembleia Legislativa da Madeira, tendo também exercido o cargo de deputado na Assembleia da República, em regime de substituição.

Em 1982 é eleito presidente da Câmara Municipal da Calheta, cargo que exerceu até 1993, data a partir da qual assumiu a presidência da Assembleia Municipal da Calheta.

Nas últimas duas décadas, já aposentado, o ex-professor não tem ficado de braços cruzados, dedicando-se ao estudo da história local, focando-se sobretudo na freguesia do Arco da Calheta, deixando mais conhecimento às gerações vindouras.

Recorde-se que ainda recentemente foi desafiado pelo professor Paulo Ladeira a participar num trabalho de investigação que culminou com a publicação do livro “Arco da Calheta, Património Religioso e alguns aspetos do quotidiano”, sendo inclusive o autor de um dos capítulos dedicado aos “costumes religiosos e sociais nesta freguesia, nos anos de 1930 a 1950”.

“O Dr. Manuel Leça já deu muito de si ao concelho e às suas gentes, não só como professor, mas também como político e até mesmo pela pessoa humilde que é”, sublinhou o presidente Carlos Teles, justificando a razão desta “justa e merecida homenagem a este grande Homem”.

“Eu sou da opinião que as pessoas devem ser homenageadas em vida e esta é, portanto, uma boa oportunidade para fazê-lo”, prosseguiu o autarca que, entretanto, já discutiu o assunto com o diretor da escola de Ladeira e Lamaceiros e com o secretário regional da Educação, Ciência e Tecnologia, de quem recebeu “luz verde” relativamente ao assunto.

Cemitério dos Prazeres está a ser ampliado

Já arrancaram as obras de remodelação e ampliação no Cemitério dos Prazeres, no concelho da Calheta. Os trabalhos incluem não só o melhoramento do cemitério existente como também a ampliação desta estrutura que irá crescer para um terreno anexo adquirido recentemente pela Autarquia, precisamente para colmatar a falta de espaço para sepultar.

Trata-se de um investimento suportado pela Câmara Municipal da Calheta que rondará os 210 mil euros. “Esta é uma obra crucial para esta freguesia, na medida em que permitirá responder a uma carência de espaço há muito sentida”, explicou o presidente Carlos Teles, numa visita ao local, onde acrescentou que “o objetivo é resolver o problema para as próximas décadas, melhorando, ao mesmo tempo, as condições existentes no espaço atual”.

Com esta intervenção, o cemitério ganhará 36 novos ossários, construídos em pedra natural, 30 novos jazigos, uma arrecadação de apoio, casas de banho, uma fossa séptica e uma área exterior para estacionamento de viaturas. O investimento inclui também a colocação de uma nova calçada portuguesa, pinturas e uma nova porta de entrada. A obra deverá estar concluída até outubro deste ano.

Refira-se, contudo, que esta não é a primeira intervenção do género no concelho, já que, ainda recentemente, o Município investiu perto de 180 mil euros na requalificação dos cemitérios do Estreito da Calheta e do Lombo do Salão, onde foram também instalados novos ossários, dos mais modernos da Região.

Câmara aprova louvor a arquitetos do concelho

A Câmara Municipal da Calheta aprovou no passado dia 17 de março um voto de louvor aos arquitetos naturais do concelho que foram distinguidos no concurso ‘Prémio de Arquitetura da Madeira e Porto Santo 2021’.

Um dos votos de louvor foi atribuído à arquiteta Carolina Sumares, natural do Jardim do Mar que, num projeto conjunto com Rik den Heijer, conquistou o primeiro lugar neste concurso promovido pela Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitetos, numa parceria com a Secretaria Regional do Turismo e Cultura. Trata-se do projeto ‘Casas da Vargem’, do ‘Studio Dois Arquitetura’, que está implementado no concelho da Ponta do Sol.

Destaque também, nesta edição, para a atribuição de uma Menção Honrosa ao projeto ‘Savoy Residence’, da autoria da ‘RH+ Arquitectos’, gabinete que tem como sócio o arquiteto Roberto Castro, também natural deste concelho.

Ambas as distinções mereceram o reconhecimento da Autarquia da Calheta, através da aprovação de um voto de louvor proposto pelo presidente da Câmara. Carlos Teles elogiou os projetos de “alta qualidade” que têm sido apresentados por ambos os arquitetos e explicou que este é, também, um reconhecimento por todo o trabalho e empenho destes profissionais na valorização e promoção do destino Calheta. “Que este reconhecimento sirva de incentivo a outros profissionais desta área que são imprescindíveis na integração e valorização urbanística da construção realizada no concelho”, acrescentou o autarca, destacando a importância de salvaguardar a paisagem rural que é o garante do futuro do investimento na Calheta.

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