O Município da Calheta está a levar a cabo um investimento avultado nas redes de abastecimento de água potável. O investimento, bastante abrangente, já ronda os 1,4 milhões de euros só neste mandato. 

Trata-se de um esforço financeiro de elevada importância, já que vem fazer face à elevada procura que o concelho tem registado nos últimos anos.

“Estar na moda tem tanto de bom como de desafiante”, realça o presidente da Autarquia, ciente da responsabilidade acrescida que é estar à altura das expetativas daqueles que procuram a Calheta para viver e para investir.

Com novos investimentos a surgirem em todas as freguesias, sobretudo em termos imobiliários, torna-se necessário modernizar e melhorar as condições das redes de água potável, de forma a garantir que este bem precioso chegue a todas as residências, sejam elas de munícipes, alojamentos turísticos ou segundas habitações, bem como a todas as empresas e estabelecimentos comerciais do concelho. 

Carlos Teles lembra que a Calheta nunca teve tantas moradias como agora e sublinha, também, que o número de visitantes tem sido elevado nos últimos anos. Não é por acaso que o consumo de água tem vindo a aumentar significativamente e é por isso que, pontualmente, se têm verificado algumas falhas no abastecimento, sobretudo nas zonas onde há maior número de construções, como é o caso do Arco da Calheta.

Os números não deixam margem para dúvidas. Só nos últimos quatro anos, a autarquia local emitiu mais de 500 licenciamentos para novas construções, ampliações e legalizações, dos quais 170 registaram-se entre 2020 até à presente data. 

Novos reservatórios

A Câmara Municipal tem estado atenta a toda esta evolução, apostando não só na renovação das redes de abastecimento, mas também na construção de novos reservatórios de água potável, dos quais são exemplo o reservatório no Lombo do Brasil e a sua posterior ligação à rede pública (290 mil euros) e o reservatório e posto de cloragem no sítio do Pinheiro - Arco da Calheta (22 mil euros).

De realçar ainda o recente investimento na ordem dos 191 mil euros para reforçar o abastecimento de água potável na freguesia do Jardim do Mar, uma intervenção de extrema importância, já que permitirá colmatar algumas falhas que por vezes se verificavam na época de verão, devido aos picos de consumo.

Para além dos novos reservatórios e do lançamento de novas redes de água, a Autarquia tem apostado na manutenção das estruturas e equipamentos já existentes, sendo exemplo disso a reparação do reservatório da Fajã da Ovelha, realizada no ano passado. Só em melhorias das redes existentes, o Município já investiu mais de 800 mil euros neste mandato.

Investimentos futuros

Mas falemos do que aí vem. Já estão adjudicados, e prestes a ser instalados, dois novos reservatórios de água potável, um no Arco da Calheta, mais concretamente na Achada de Santo Antão, e outro na Ponta do Pargo, na zona do Pedregal, um investimento que rondará os 130 mil euros. A rede de água potável na zona do Lombo do Brasil e Lombo do Atouguia também será intervencionada, uma operação que custará cerca de 30 mil euros.

O Município pretende, ainda assim, ir mais além das necessidades atuais, perspetivando o futuro. A ideia é acompanhar a evolução da procura nas diversas freguesias e instalar novos reservatórios nos sítios onde se regista maior crescimento, como é o caso dos Prazeres, onde também estão a surgir vários investimentos na área imobiliária, e da Ponta do Pargo que começa a ser cada vez mais cobiçada com a melhoria das acessibilidades.

Não é por acaso que a Câmara Municipal da Calheta já aumentou o quadro de operacionais nesta área, para fazer face às intervenções que se vão revelando necessárias neste extenso concelho, com 116 km2.

Água de boa qualidade

Mas o investimento em água potável não fica por aqui, já que, mais importante do que ter quantidade é garantir a sua qualidade. Nesse sentido, o Município pode orgulhar-se de ter boa qualidade de água para consumo, já que “no concelho da Calheta, 98,79% da água fornecida na torneira dos consumidores é controlada e de boa qualidade”. A informação consta no Relatório da Qualidade da Água para Consumo Humano da RAM, um trabalho elaborado pela Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas (DRAAC), que teve por base 3589 análises efetuadas em 2020. 

Uma avaliação que tem melhorado de forma significativa ano após ano e que resulta da criação de novos postos de cloragem, distribuídos pelo concelho, e de um constante controlo físico-químico e microbiológico das águas para consumo. 

 

 

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