Cerimónia de Homenagem ao Alferes Miliciano de Infantaria, natural do Arco da Calheta
Gabriel Rocha de Gouveia

Amanhã, 24 de fevereiro, pelas 17h, na Praça do Arco da Calheta, terá lugar uma homenagem pública a este militar, que morreu em combate na I Grande Guerra Mundial. A cerimónia será presidida por Sua Ex.ª o Sr. Representante da República para a RAM o Sr. Juiz Conselheiro Irineu Barreto.

Gabriel Rocha de Gouveia nasceu a 26 de setembro de 1887, na freguesia do Arco da Calheta, e faleceu em combate na I Grande Guerra, a 12 de outubro de 1917.

Era filho de Manuel Rocha de Gouveia e de Maria Augusta Soares de Gouveia. Casou com Albina da Cruz Moraes e teve uma filha, Dora Moraes Rocha. Residiu em Lisboa, na Rua Luciano Cordeiro n.º 10, 1º dt. Cursava o 3.º ano do curso de engenharia agrónoma quando foi mobilizado para o Corpo Expedicionário Português. Embarcou para a Flandres a 14 de abril de 1917. Foi ferido por gases em 14 de agosto desse ano, tendo tido alta e regressado às trincheiras, onde seria mortalmente ferido a 12 de outubro.

Aproximando-se a data do centenário da declaração de guerra a Portugal pela Alemanha, decidiu a CMC, em conjunto com o Núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes, homenagear este Oficial Militar Calhetense, atribuindo-lhe a toponímia da Praça do Arco da Calheta que passará designar-se Praça Alf. Mil. Inf. Gabriel Rocha de Gouveia.

Dos madeirenses falecidos no conflito, há notícia de quatro, três oficiais e um cabo.Dos três oficiais mortos em combate, dois deles estão devidamente imortalizados, o Alferes Veiga Pestana e o Aspirante Mota Freitas. Ao 1º Cabo foi descerrada uma lápide no antigo quartel do Colégio. Com este ato fica imortalizado o terceiro oficial, natural da nossa terra, dando-se relevo a um militar calhetense que em França deu a vida pela sua Pátria!

Como curiosidade, resta-nos acrescentar que a esposa do Alferes vendeu a Quinta que tinha no Arco da Calheta, tendo doado parte dos bens dessa venda à Igreja para implementação da Rádio Renascença, uma vez que o fundador desta Rádio, Monsenhor Lopes da Cruz, fazia parte do círculo de amizades desta família.

Os interessados em aprofundar este assunto, poderão fazê-lo com a leitura do livro "A Verdade Madeirense e a Grande Guerra", da autoria da Dr.ª Graça Fernandes, sobrinha neta do Alferes, que nos honrará com a sua presença na cerimónia de amanhã.

 

 

       

 

 

 

  

 

 

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